Blog do Fernando Mesquita

Insights, pensamentos e reflexões

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Uma pequena mudança

Olá, meu leitor, tudo bem?

Estamos aqui há algum tempo, mas mudanças vêm e vão. Essa vai ser simples, fácil e indolor. Estamos oficialmente de mudança para o endereço do novo Blog do Fernando Mesquita.

Então, acesse agora, conheça a nova casa – um lugar bonito, frequente e você pode se cadastrar, receber as novidades, e ter boa companhia em um lugar mais FENOMENAL. Portanto, clique aqui e acesse o site. Obrigado.

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Uma pesquisa, uma técnica e sua ajuda

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Estou sumido, eu sei. Peço desculpas. Vida de autor/pesquisador não é fácil.

Mas, claro, trago boas notícias. Estou elaborando alguns novos materiais, firmado parceria com diversas empresas voltadas para o ramo de concursos e fazendo de tudo para que nossa iniciativa no Concursandos – O livro seja a melhor possível. O trabalho tem estado cada dia mais embasado, o que reforça meu compromisso de qualidade com você.

A partir da semana que vem, trarei novidades em termos de escritos e de artigos. Por enquanto, escrevo para pedir ajuda e oferecer uma oportunidade.

Estou escrevendo duas novas obras, que devem preceder o livro sobre o qual você recebe esta comunicação (Concursandos). Os futuros livros serão resultados, também, de pesquisas, mas com o escopo mais estreito.

O problema

O mundo dos concursos, como já discutimos, é cercado por empirismo, soluções prontas e resultados baseados em simpatia (“gostei, logo deve ser bom”).

Não é isso que quero.

O que pretendo e pretendi desde o início deste longo projeto é que acabássemos um pouco com esse “aspecto prático” dos estudos e o abordássemos de forma mais objetiva. Nosso estudo, então, entra em uma segunda etapa.

Quero convidar você para participar de uma grande iniciativa que vai tratar das práticas que funcionam em concursos. Vou sugerir atividades e vamos discutir práticas, suas dificuldades e o potencial de melhorias sempre com foco na sua aprovação.

Isso será feito por meio de discussões de candidatos (nós) em uma plataforma segura, uma espécie de rede social, mas a que só nós (participantes) teremos acesso para trabalhar as questões relacionadas à preparação para concursos. O programa será gratuito. Mas preciso de seu empenho, de seu compromisso e de sua dedicação.

Perfil desejado do participante

  • Atualmente se preparando para qualquer concurso;
  • Preferencialmente, que tenha pelo menos 3 meses de estudos;
  • Acesso à internet;
  • Disponibilidade para acessar a plataforma pelo menos duas vezes por semana;
  • Vontade de ser aprovado;
  • Já ter respondido à pesquisa no site Concursandos – o livro;
  • Sentir dificuldades na aprovação em concursos.

Estrutura do programa

Discutiremos algumas das maiores dificuldades dos candidatos. Essas discussões serão orientadas para encontrarmos os problemas e começar a buscar possíveis soluções. Espero participação ativa daquelas pessoas que estiverem inscritas, para que possamos atingir nossa finalidade. Farei muitas perguntas e, por meio das respostas, vamos aprofundando os tópicos, até chegarmos a posições que sejam importantes.

O programa terá duração de 8 a 12 semanas, podendo ser estendido para que possamos avaliar a eficácia de algumas estratégias adotadas.

Para podermos coordenar o processo, cada grupo terá um máximo de 20 participantes. Começaremos com apenas um grupo, mas o projeto poderá ser expandido conforme a necessidade.

Atuarei pessoalmente em cada um desses grupos, que serão um centro de troca de ideias, com o apoio de formulários a serem preenchidos e impressões a serem enviadas.

Com isso, você certamente poderá avaliar a situação dos colegas, entender alguns de seus próprios pontos, além de ajudar uma causa maior – auxiliar um grande público a entender as nuances que envolvem os concursos públicos no Brasil.

Faremos experiências com técnicas de estudos e tentaremos entender os bloqueios associados à não-aprovação.

O início da primeira turma será no final de Outubro (com uma pequena pausa no período do Natal/Ano Novo, se for o caso).

Sabemos que uma das melhores formas de adquirir conhecimento e de identificar nossas fraquezas e nossas potencialidades é exatamente conversando sobre elas e procurando saídas. Tive a oportunidade de participar de programas semelhantes ao longo dos anos e o resultado é sempre extremamente proveitoso para os participantes.

Para que possamos ter um bom e grande grupo, convide seus amigos e conhecidos que também estudam para concursos. Dê-lhes essa oportunidade. Eles poderão participar dessa iniciativa, se beneficiar e ainda ajudar os demais concursandos deste país.

E, se você tiver interesse, clique no link abaixo e inscreva-se.

Obrigado mais uma vez.

Bons estudos e sucesso,

Fernando Mesquita
Autor
Concursandos – O livro

Clique aqui para preencher a ficha de inscrição

 

Fernando Mesquita é palestrante, professor, escritor e concursando aprovado em 14 concursos públicos nos últimos 10 anos.

É também autor da pesquisa Concursandos – o livro, cujo resultado será publicado em 2014

Basicamente – o retorno à estrutura nos estudos para concursos

No cotidiano de qualquer atividade, é fácil esquecer do que realmente importa. Pode ser em um relacionamento, no trabalho, nos estudos. Toda atividade tem seus pontos básicos, que no dia-a-dia acabam sendo negligenciados, quando poderiam muito bem ser utilizados como suporte quando não sabemos mais o que fazer.

Com os estudos, óbvio, isso não é diferente. Se você estuda há algum tempo para concursos, deve ter entendido que há 3 (quiçá 4) pontos que são os mais importantes e que englobam toda a preparação para os concursos. Falaremos disso em alguns parágrafos.

Mas é claro que o básico é fácil de esquecer, porque ele fica submerso em uma pilha de técnicas, habilidades, conceitos e sugestões que muitas vezes ouvimos. Termos jogados no ar, como “horas líquidas”, “mapas mentais”, “habilidades”, “áreas”… Tudo isso parece às vezes muito complexo, mas muitas das pessoas que passam em concursos – pasmem – não chegam a ouvir nada disso. Elas reconhecem, de forma quase intuitiva, que há essas quatro atividades – o básico – que coordenam a aprovação dos candidatos. Nomeei essa sequência, carinhosamente, de Ciclo EARA.

Um ciclo não tem fim. Ele continua indefinidamente, até que algum evento crie uma quebra na estrutura dele. No nosso caso, essa quebra é a aprovação no concurso desejado, que virá mais rápido do que você espera.

O ciclo EARA compreende Estudo -> Aplicação -> Revisão -> Adaptação. A lógica é simples:

Estudo é tudo aquilo que estabelece os primeiros contatos com um conteúdo. Você lê um livro, um artigo, tem uma aula.

Aplicação é a transformação do estudo em atividades. Exercícios objetivos, redações, questões discursivas. Como mostram diversos estudos sobre o assunto, a aplicação é fundamental no processo de fixação dos conteúdos estudados.

Revisão é o resgate do conteúdo estudado. Em um mundo ideal, nós passaríamos uma pequena parte do tempo apenas estudando e a maior parte do tempo aplicando e revisando aquilo que foi estudado. Isso porque é importante otimizar seu tempo, cuidar para que cada hora estudada seja uma hora armazenada, seja por meio de resumos, seja por meio de mapas mentais, comentários de questões, esquemas, desenhos, o que quer que funcione para você.

Adaptação, por fim, é o final e o reinício do processo e é uma fase que muitas pessoas negligenciam. Adaptação é fundamental para qualquer processo (e ainda vamos falar muito deles). Adaptação refere-se a aproveitar o que é bom, ajustar o que está errado e procurar reforçar aquilo que funciona, junto com descobrir novas práticas – e falo disso constantemente com os alunos do Coaching, mesmo que eles às vezes não percebam que se trata desse ponto específico).

O processo pode parecer complexo em princípio, mas é importante reconhecer que tudo é complexo pela primeira vez, até que se entenda o básico. E o básico é isso. Todo o resto está ali dentro, acredite ou não.

Fixe o básico. Quando tudo parecer estranho ou perdido, use-o como uma estrutura, como um porto seguro para reorganizar as ideias.

Bons estudos e sucesso,

Fernando Mesquita

Jerry Seinfeld e a estratégia da consistência

Jerry Seinfeld é um dos mais bem-sucedidos comediantes de todos os tempos.

É tido como um dos “100 comediantes de todos os tempos” pelo site Comedy Central. Foi também co-criador e co-escritor de Seinfeld, uma longa série que recebeu inúmeros prêmios e alguns dos mais importantes da televisão americana.

De acordo com a revista Forbes, Seinfeld alcançou seu pico de rendimentos quando recebeu 267 milhões de dólares apenas em 1998. 10 anos depois, em 2008, ainda estava ganhando algo em torno de 85 milhões por ano.

Entretanto, o mais impressionante sobre esse artista não são os prêmios, os valores que recebeu ou os melhores momentos; é a incrível consistência de tudo. Episódio após episódio, ano após ano, ele desempenha, cria e entrete com padrões incrivelmente altos. Jerry Seinfeld produz com um nível de consistência que a maioria de nós deveria querer levar para o trabalho.

Compare os resultados dele com a situação em que você e eu normalmente nos encontramos. Nós queremos criar algo fantástico, mas temos de lutar por isso. Nós queremos estudar bem, alcançar nosso objetivos, passar naquele concurso concorrido. Mas, por alguma razão, acabamos procrastinando isso e deixando nossos sonhos de lado sem razão aparente.

Qual a diferença? Qual estratégia Seinfeld usa para acabar com a procrastinação e produzir resultados de qualidade. O que ele faz em cada e em todos os dias que a maioria das pessoas não faz?

Não tenho certeza sobre tudo que ele faz, obviamente, mas ao longo dos anos li e ouvi diversas histórias que tentavam explicar as razões de seu sucesso. Recentemente, ouvi uma que tentava explicar os segredos por trás de sua produtividade, seu desempenho e sua consistência.

Vamos falar sobre isso e como você pode usar a “estratégia Seinfeld” para acabar com a procrastinação e conseguir mais de sua vida.

Brad Isaac era um ator iniciante no circuito de comédia. Uma noite, ele foi se apresentar na mesma casa em que Jerry Seinfeld fazia uma apresentação. Em uma entrevista algum tempo depois, Isaac contou o que aconteceu quando ele encontrou Seinfeld no camarim e perguntou o se ele tinha alguma dica para “um jovem comediante”. Conta Isaac:

Seinfeld disse que a melhor forma de ser em sucedido era criar piadas melhores e a melhor forma de criar piadas melhores era escrever todos os dias.

Ele me disse para arrumar um calendário onde coubesse o ano todo e que o pendurasse na parede. Depois, eu deveria arrumar um pincel atômico vermelho. Para cada dia em que eu cumprisse minha tarefa de escrever, deveria marcar um X no dia correspondente.

Ele disse: “depois de alguns dias, você terá começado a criar uma corrente de produção. Mantenha-se nessa corrente e ela crescerá a cada dia. Você verá a corrente se desenvolvendo a cada semana, a cada mês. A partir daí, seu único trabalho é não quebrar a corrente.

Perceba que Seinfeld não falou absolutamente nada sobre resultados.

Não importa se ele estava motivado ou não. Não importa se ele estava escrevendo boas piadas ou não. Não importava se aquilo que ele estava escrevendo seria usado em alguma apresentação. A única coisa que ele estava fazendo era “não quebrar a corrente”.

E esse é um dos segredos mais simples da impressionante consistência e produtividade de Seinfeld. Por anos, ele se focou simplesmente em não quebrar a corrente”.

Mas Fernando, e eu?

Pois é. Aí entra você

Como acabar com a procrastinação.

Os melhores profissionais de cada ramo – atletas, músicos, estudantes, artistas – são mais consistentes que seus colegas. Eles trabalham dia após dia, comprometem-se com o que fazem enquanto todo mundo cede às tentações e às urgências do dia e trava uma constante batalha entre a procrastinação e a motivação.

Enquanto a maioria das pessoas sente-se abatida após um desempenho ruim, um dia cansativo ou uma briga familiar, os melhores ignoram os problemas do dia e voltam ao trabalho no dia seguinte – procurando sempre fazer o que saíram de cada para fazer.

A estratégia de Seinfeld funciona porque ajuda a tirar o foco de cada dia e ajuda a atentar para o processo. E o processo não se importa se você está se sentindo bem, inspirado, se você é extremamente brilhante ou inteligente ou se você acertou 93% das questões que fez no dia. Ele só se importa com “não quebrar a corrente”.

O que você precisa? De um grande calendário (que você mesmo pode fazer em casa, usando uma ou mais folhas A3 ou A2) e um pincel vermelho para começar sua cadeia.

Tarefas certas

Talvez você tenha dificuldades para escolher tarefas e priorizar os estudos. Novamente, o mais importante nesse momento é começar. Encontre um site de questões, compre um livro, contrate um curso do Ponto. Faça alguma coisa que vá te deixar mais próximo de seu objetivo.

Cada pessoa deve traçar seu próprio nível de exigência. Para alguém que está começando agora, simplesmente sentar e ler um capítulo durante X dias já é uma grande evolução, enquanto para os estudantes avançados, estudar menos de 2 horas e fazer menos de 100 exercícios pode ser inaceitável. Entretanto, encontre suas próprias razões e cuide de sua corrente.

O domínio da expertise

Qualquer grande conquista começa com pequenos passos. Muitas pessoas sentem-se perdidas quando começar a estudar para concursos por conta do suposto tamanho de sua tarefa pela frente. “Poxa, eu quero ser __________ (seu cargo aqui) e para isso preciso fazer 128 tarefas ao longo dos próximos ___ anos”.

Grandes tarefas exigem grandes esforços, mas precisamos “enganar” nossa cabeça para evitar a paralisia da análise.

Expert é a aquela pessoa que é referência em seu campo. Mas poucas pessoas começam sua caminhada com o pensamento “Preciso dominar o campo X”. Pelo contrário, começamos estudando para reconhecer o tema, nos afeiçoar a ele e só então vem o desejo de entender o conteúdo e “amá-lo” a ponto de querer saber mais e mais.

A chave do sucesso é a consistência. Mantenha-se consistente e chegará longe.

Ferramentas dos Concursandos

Cada problema tem uma solução própria, assim como cada ferramenta tem sua utilidade. Em nossa jornada como candidatos (e, posteriormente, como servidores públicos), precisamos de uma série de itens para lidar com a complexidade dos cenários.

Algumas dessas ferramentas são mais úteis do que outras, é claro – as que estão abaixo listadas são essenciais para qualquer concursando sério. Seguem elas destacadas por sua utilidade:

Site da presidência

Site: http://www2.planalto.gov.br/presidencia/legislacao

O site da presidência da república, certamente, é um dos mais importantes na vida dos concursandos. Ele contém todas as leis, decretos e demais instrumentos normativos do poder público em um consulta simples e rápida.

Não é raro presenciar alunos em cursinhos que, ao serem direcionados para uma determinada lei pelo professor, procuram atordoados em seus Vade Mecums para descobrir que – pasme – nem todas as leis estão ali. E alguns perguntam: “Mas professor, onde encontro essa lei?”. Agora, você sabe.

Como servidores públicos, devemos atuar de acordo com a lei e com sua autorização explícita. Assim, vale também para os profissionais públicos que precisarem consultar os diplomas legais – direto da fonte oficial.

Sites de concursos e redes sociais

Site: diversos

Uma das melhores formas de finalizar, reforçar e renovar os estudos é por meio de questões de concursos anteriores. Mas até então era difícil encontrar um local onde essas questões estivessem reunidas de forma fácil e direta. Hoje, há diversos recursos na web que se destinam a auxiliar os candidatos, entre questões (questões de concursos, mapa da prova, etc), informações (correioWeb) e até mesmo redes sociais para concursandos. Um bom exemplo da última é a SocialCon, que tem surgido como uma grande promessa de auxílio para os candidatos, contemplando boa parte dos recursos anteriormente analisados. 

Diário Oficial

Site: http://portal.in.gov.br/

De acordo com o princípio da publicidade, constitucionalmente previsto, os atos do poder público têm de ser publicados em meio oficial como condição de eficácia. Pra isso serve o diário oficial. Para nós, especialmente para conferir as últimas notícias dos concursos e acompanhar nomeações. O site dispõe de uma seção própria para isso, tal a popularidade do tema. Acompanhe.

Google Drive e SkyDrive

Sites: https://drive.google.com/ e https://skydrive.live.com/

Tanto a Google quanto a Microsoft dispõem de serviços de armazenagem em nuvem e aplicativos web. Armazenagem em nuvem é a possibilidade de alocar arquivos em um espaço virtual, acessável de qualquer computador ou dispositivo – desde que exista internet disponível. Os aplicativos web, por sua vez, são programas que também podem ser acessados diretamente do navegador, sem necessidade de instalar qualquer programa no seu computador.

O Google Drive dispõe do Google Docs (que tem editor de textos, de planilhas e de apresentações, bem como outros aplicativos interessantes). O Skydrive, por sua vez, tem os famosos Word, Excel e Powerpoint (e outros) de graça, com recursos mais limitados do que a versão paga.

Utilidade? Várias. Fazer tabelas de notas, compartimentos de compromissos, guardar provas e gabaritos digitais, boletos e etc – e poder acessá-los de qualquer local. A título de curiosidade, essa mensagem foi toda escrita com o apoio do Google Docs.

Google Agenda

Site: www.google.com/calendar?hl=pt_BR

Concursando sério tem de ser organizado. E quem é organizado precisa de um calendário. E quem precisa de um calendário pode (e muitas vezes deve) usar o Google Agenda.

Ele é um aplicativo muito interessante, gratuito, baseado na web (não precisa instalar nada no computador e pode acessar de qualquer lugar) e te ajuda na organização. Concursando sério precisa ser organizado.

Dentre tantos recursos, ele permite a criação de vários calendários (um pessoal e um profissional, por exemplo), eventos recorrentes, lembretes por pop-up ou por e-mail.

Imagine que um concursando tem um milhão de coisas para lembrar: dias de provas, de resultados, de gabaritos, dias de pagar as inscrições, dia de tomar posse; dias de aulas, dias de participar das atividades do coach, dia de relaxar. E, a partir daí, você já chega no serviço público com uma grande vantagem sobre que não tem essa organização. Essa característica é muitíssimo valorizada no serviço público – simplesmente porque é tão rara.

Estabeleça como hábito anotar seus compromissos. Você não vai se arrepender.

Asana

Site: www.asana.com

Ainda no campo da organização, segue a dica de um dos sites mais interessantes em termos de produtividade que encontrei nos últimos meses. Ele é um “simples” gerenciador de tarefas. Mas qual a diferença do Google Docs?

Agenda = compromissos = horas dedicadas a determinadas tarefas

Tarefas = afazeres = coisas que você tem de fazer – não necessariamente com hora marcada

Isso significa que a agenda serve para falar de suas atividades – uma consulta no médico, um evento, o casamento de um amigo, o aniversário de uma sobrinha, etc.

As tarefas, por sua vez, são coisas que você faz ao longo do dia. Você pode, em um dia, não ter nenhum compromisso, mas ter um milhão de afazeres. Responder e-mails é um afazer, assim como retornar ligações, elaborar um compartimento de compromissos, baixar a prova do concurso anterior, resolver as questões de Direito Constitucional, ligar para a mãe, fazer compras, etc.

É tão importante anotar as tarefas quanto anotar os afazeres. E o Asana (um aplicativo web de um dos criadores do Facebook) é excelente para isso.

Embora seja em inglês, sua utilização é muito fácil. Vale a pena dar uma conferida.

Mas Fernando, não sei como anotar essas tarefas. Ok, já pensei em você. Para mais dicas sobre como estabelecer tarefas de um jeito inteligente e eficiente e que vai fazer toda a diferença na vida e nos estudo, acesse o endereço: http://wp.me/p3goUh-3o. Você vai QUERER anotar suas tarefas depois disso =D.

Fóruns e Rankings

Fóruns e rankings são excelentes ferramentas a serem utilizadas – principalmente para quem tem sangue frio para boatos.

Os fóruns são ferramentas sociais. Pessoas com interesses em comum se encontram e discutem assuntos nos chamados Tópicos. Rankings, por sua vez, são listagens de candidatos que corrigem suas provas (antes do resultado com a classificação, normalmente baseados nos gabaritos preliminares) para ter uma ideia de como foi seu desempenho.

Como dito, são boas ferramentas, mas cuidado com os “terroristas” e os desinformados. Os terroristas são aqueles que entram com o único intuito de destruir a sua vida e todas as suas esperanças. Dizem que seu cargo foi extinto, que o seu concurso não vai sair, que ouviu de uma “fonte segura” que 9 matérias nunca antes cobradas serão cobradas na próxima prova. Se você não lida bem com esse tipo de provocação emocional, é melhor nem entrar. Mas se consegue passar por cima disso, fique à vontade e interaja com seus pares. Também tem muita gente de bom coração querendo ajudar quem ainda não se encontrou.

São fóruns conhecidos o FórumCW (do CorreioWeb), o Fórum Concurseiros e o FórumPCI, dentre outros. Alguns deles têm perdido pessoas em virtude do uso de Facebook e de outras ferramentas sociais, mas continuam com uma audiência razoável. A título de curiosidade, entrei em contato com o pessoal do FórumCW e fui informado que a página deles é acessada cerca de 15 milhões de vezes por mês. Impressionante, não?

Lembre-se que espaços tão abertos devem ser tratados com cautela, assim como a Wikipedia tem seu valor relativizado – embora seja um ponto de partida interessante, muitas das vezes.

E você? Quais ferramentas você usa na sua preparação?

Sucesso e bons estudos,

Fernando Mesquita

Fernando Mesquita é escritor, palestrante e servidor público federal. Está escrevendo um livro sobre concursos públicos baseado, finalmente, em pesquisas realizadas com candidatos e com especialistas. Para participar ou para conhecer o projeto, acesse o site www.concursandosolivro.com.br.

A autocrítica e o diagrama da aprovação

Os concursos públicos podem parecer uma atividade complexa – e, de fato, no início o são. São tantas as atividades, as habilidades e os conhecimentos necessários para enfrentar a tarefa que qualquer pessoa pode se sentir sobrecarregada em muito pouco tempo.

Mas como em qualquer atividade complexa, sempre há algumas habilidades-chave que nos ajudam a alcançar o que queremos. No caso dos concursos, essa habilidade é a autocrítica.

Embora a Wikipedia não seja, obviamente, uma fonte confiável de dados, ela nos dá uma ajuda com uma definição: “[autocrítica é] o processo de análise crítica de um indivíduo (ou, coletivamente, de uma sociedade ou instituição) sobre seus próprios atos, considerando principalmente os erros que eventualmente tenha cometido e suas perspectivas de correção e aprimoramento.”

Ora, o que um concursando mais precisa?

Rumo e correção, rumo e correção, rumo e correção.

O autor Stephen Covey (que escreveu o livro “Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes”), descreve a vida como a situação de um piloto de aviões  – “o trabalho do piloto não é ir do ponto A ao ponto B, mas evitar que do ponto A ao ponto B o avião se perca. O trabalho, então, é corrigir a rota a cada instante”.

Assim como um piloto, quando estamos no controle dos nossos estudos, precisamos corrigir a rota a todo instante. Isso significa adotar uma postura profissional e organizada em relação àquilo que fazemos – o que nos é ajudado pela autocrítica.

Se pudéssemos desenhar os estudos e a aprovação como um processo, ele seria mais ou menos como na figura a seguir:


Diagrama_da_aprovação

A autocrítica pode ser entendida como os losangos na imagem. Pense nisso: sempre que você puder pensar “Estou fazendo certo?” ou “isso está funcionando?” é sua autocrítica que está atuando.

Por fim, como a desenvolvemos?

A autocrítica é desenvolvida por meio das perguntas. Essas perguntas te permitem olhar para dentro e entender o que está errado e como trabalhar aquilo que pode ser trabalhado.

Se você puder seguir o diagrama, você conseguirá sua aprovação. Se você conseguir desenvolver seus próprios losangos, a aprovação estará logo ali. E você verá isso acontecer numa velocidade que nunca imaginou.

Então, desenvolva a autocrítica. Ela é uma das chaves para o sucesso.

Fernando Mesquita

Fernando Mesquita é escritor, palestrante, fotógrafo, servidor público e concursando. Aprovado em mais de 10 concursos públicos de diversas áreas, há 4 anos atuando como servidor público federal do Poder Executivo, decidiu desvendar os segredos que cercam os concursos públicos no Brasil. Está preparando o livro Concursandos – O livro – a maior pesquisa sobre concursos públicos já realizada no Brasil, com previsão de lançamento para 2014.

 

Os primórdios dos estudos para concursos – onde começo?

Muitas vezes, ficamos tão envolvidos com nossas atividades que nos esquecemos que algumas pessoas estão começando. E, claro, é provado que é muito difícil criar empatia com essas pessoas no sentido de colocar-mo-nos em seu lugar e imaginar que não sabemos o que sabemos. Mas precisamos não saber por um tempo.

Com os Concursos Públicos não é diferente. Como começar a estudar? Quais materiais escolher? Uma das fases mais complicadas é exatamente o início, quando não se sabe por onde começar. São tantas as informações – muitas delas contraditórias – que fica difícil selecionar aquilo que é relevante.

Em linhas gerais, sugeriria àquele que está começando (o passo-a-passo do sucesso):

  1. Defina o que você quer do serviço público. As duas maiores razões para entrar no serviço público são Estabilidade (disparada em primeiro lugar) e remuneração (em segundo lugar). Esteja certo de suas razões. O caminho para a aprovação, embora simples, é extremamente trabalhoso e talvez essas razões apenas não sejam suficientes para sustentar sua motivação no médio prazo. Somente aquelas pessoas dispostas a fazer o que é preciso com inteligência e com competência têm alguma chance. Segundo dados da Associação Nacional de Proteção e Amparo aos Concursos (Anpac), há cerca de 12 milhões de inscrições em concursos todos os anos. Mas posso garantir que desses, pelo menos 9 a 10 milhões não se prepararam adequadamente ou não têm a menor chance de aprovação. Se você souber o que quer, fica mais fácil se ancorar quando os tempos difíceis vierem – e eles virão.
  2. Defina uma área de atuação. Isso pode ser complexo para quem não conhece as áreas disponíveis. Em geral, a pessoa tem pelo menos uma vaga ideia do que gostaria de fazer. As áreas são diversas. Temos as jurídicas (que exigem graduação em direito e, às vezes, algum tempo de prática jurídica/forense), como juízes, promotores, oficiais de justiça, delegados, analistas judiciários (área judiciária) de tribunais, etc.; as administrativas – que são aquelas que normalmente não exigem formação específica e atuam em áreas administrativas dos órgãos – analistas, técnicos, auxiliares e assistentes administrativos. São a escolha da maioria dos candidatos, formados ou não em administração; temos as fiscais, que são aquelas responsáveis pela coleta de tributos ao Estado – auditores e analistas fiscais e tributários e áreas correlatas (normalmente não exigem formação específica).; policiais – aquelas voltadas às forças de segurança – polícias civis, federal, rodoviária federal, etc.; dentre tantas outras (educação, saúde, inteligência, etc.). Esse passo é de fundamental importância, porque permite que você tenha uma vantagem sobre os outros candidatos – enquanto a maioria fica pulando de edital em edital, você lentamente se prepara para ter sucesso em uma área específica, e se aproxima cada dia mais de sua meta.
  3. Verifique o edital do concurso anterior da área escolhida. Áreas afins têm editais semelhantes, com disciplinas parecidas e conteúdos próximos – daí a importância de escolher (bem) uma área logo cedo. O edital traz todas as informações sobre o concurso, é sua “lei”. Além disso, fala de quantidade de vagas, local da lotação (onde você vai trabalhar), remuneração, horas trabalhadas, etc. A leitura de edital é importantíssima para o sucesso do candidato. Eles podem ser encontrados no site do Diário Oficial da União, no Diário Oficial dos Estados, em sites especializados e nos sites das próprias bancas (CespeCesgranrioESAFFGVUniversa, etc.)
  4. Consiga materiais de qualidade. Apostilas e cursos desconhecidos normalmente não são uma boa opção para o candidato sério. No início, pode ser que você sinta vontade ou necessidade de fazer um curso preparatório, o que pode ou não ser adequado ao seu perfil. De qualquer forma, procure aquilo que há de bom no mercado – bons livros, bons cursos. Procure na internet o que as pessoas dizem. Entre nos fóruns e converse com alguns dos participantes. Em relação a livros, sempre há as autoridades no assunto, ou aqueles autores reconhecidos como os melhores ou cobrados pelas bancas – Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino nos Direitos Constitucional e Administrativo, Chiavenato na Administração, Giacomoni no Orçamento Público, entre tantos outros. São livros importantes que, a depender da densidade do concurso pretendido, devem ser conhecidos (e extensivamente lidos). Converse com candidatos em fóruns e procure alguns dos materiais sugeridos por eles (mas antes, dê uma lida em uma livraria para ver se gosta do que vê). Comece seu repertório pelas matérias básicas (Constitucional, Administrativo, Conhecimentos gerais, informática, raciocínio lógico, português, inglês).
  5. Estude direito. É claro que essa instrução é extremamente genérica, mas não haveria espaço aqui para aprofundá-la. Em termos gerais, a ideia é: alterne as matérias (estude um pouco de cada um por dia, não a mesma matéria dias a fio), faça exercícios das matérias estudadas, faça simulados (provas com tempo contado), pratique redação, adapte seus estudos e faça provas de verdade para praticar. O pessoal que participa da pesquisa no Concursandos – O livro recebe periodicamente newsletters com essas técnicas e outras – técnicas de organização do tempo, leitura eficiente, mapas mentais, estudos avançados, etc.
  6. Acompanhe seu concurso. Alguns sites destinam-se a fornecer notícias sobre os concursos autorizados e os editais lançados. São como pequenas redes de notícias sobre o ramo. Um dos mais conhecidos é o Concursos Correio Web, e mais recentemente a SocialCon – que tem surgido como uma grande promessa de (r)evolução nos concursos públicos – acesse periodicamente para conferir o que está acontecendo no mundo. Eles também têm uma página no Facebook, bastante completa e atuante. Além disso, confira o Diário Oficial da União, que contempla as notícias oficiais fresquinhas e direto da fonte.
  7. Adapte-se e aprimore-se. Os pontos acima são a essência da preparação para qualquer concurso. A partir disso, é importante adaptar as práticas, trocar o que não dá certo e fazer cada vez mais o que dá certo. Essa etapa exige uma quantidade de autocrítica e de responsabilidade que não é comum entre os candidatos – e acaba constituindo diferencial no momento certo.

Isso é tudo? Claro que não. É o começo. Poderia escrever um livro inteiro falando só sobre a preparação para os concursos (opa, talvez eu esteja. Visite o site e participe da pesquisa se ainda não participou). Mas esse começo é a essência da coisa. E quem quer, acaba se aprofundando e começa a procurar formas de melhorar seu desempenho e seu conhecimento.

Sucesso e bons estudos.

Fernando Mesquita
www.fernandomesquita.com

Fernando Mesquita é escritor, palestrante, fotógrafo, servidor público e concursando. Aprovado em mais de 10 concursos públicos de diversas áreas, há 4 anos atuando como servidor público federal do Poder Executivo, decidiu desvendar os segredos que cercam os concursos públicos no Brasil. Está preparando o livro Concursandos – O livro – a maior pesquisa sobre concursos públicos já realizada no Brasil, com previsão de lançamento para 2014.

O pote de azeitonas e a felicidade no casamento

Quando as pessoas pensam em felicidade nos relacionamentos, deveriam sempre pensar no pote de azeitonas.

Tenho um casamento feliz – e não digo isso para afirmar ou para causar inveja, porque quem é feliz não precisa disso. Digo para tentar refletir sobre a vida, o universo e tudo mais. E, principalmente, sobre as razões por que algumas pessoas são felizes e outras são absolutamente miseráveis em seus relacionamentos.

A felicidade nos relacionamentos já foi amplamente discutida, mas no fim tudo chega ao mesmo ponto. Um objetivo. Qual o seu objetivo?

Os casais são felizes quando seus objetivos são comuns, quando ambos fazem de tudo para ir para o mesmo lado, procurando a mesma coisa. E quando acham, ficam felizes de reparti-la, porque a felicidade é mais completa quando é repartida.

Se meu objetivo é ser feliz e o do meu cônjuge também, nós vamos ser felizes (ou vamos morrer tentando). Mas se meu objetivo é provar que o outro está errado, ou irritá-lo ou provocá-lo, ou enganá-lo ou dissuadi-lo ou me mostrar superior, alguém sempre vai sair perdendo. E quando um perde, os dois perdem.

Quando o objetivo é coletivamente bom (quando atende aos interesses das partes), é fácil superar as desavenças e os desentendimentos – que são parte da convivência, não se engane. Mas um objetivo compartilhado é como um pote de azeitonas. Eu não gosto, mas Gabi gosta. Eu não como e ela come. Mas se eu gostasse, tenho certeza que ela não teria problema em dividi-las comigo. Porque nosso objetivo, afinal, é ser feliz – e não comer as azeitonas. Certo?

Boa semana.

A fábula das metas

Se você está viajando e se perde no caminho, qual sua primeira atitude? Normalmente, principalmente se você está em um lugar inóspito, seria pegar um mapa.

Infelizmente, não tratamos nossa vida como tratamos os assuntos cotidianos. Você tem um mapa para sua vida? Um guia para aqueles momentos em que você não sabe para onde ir nem o que fazer?

Metas são pequenos mapas de sua vida. As metas te ajudam a definir qual caminho tomar e quando fazê-lo – em termos de conveniência ou de necessidade.

Metas são boas quando te ajudam e são ruins quando te atrapalham. Parece óbvio? E é. O problema é que nem sempre fazer é tão fácil quanto falar. Passamos o tempo inteiro procurando objetivos vagos e simplórios – que pouco nos ajudam em nossa caminhada.

Assim, uma meta que estabeleça “Crescer na vida” é podre. Literalmente. Ela fede e é feia. Porque não te ajuda. Mas não raro as pessoas estabelecem para si esse tipo de meta. “Quero ser promovido” ou “quero me formar em uma boa universidade” ou “quero ganhar melhor” ou “quero passar em um concurso público” todas fazem parte da mesma categoria. São vagas, dispersas e não te ajudam.

Boas metas compartilham de 3 características principais: são claras, são bem definidas e são mensuráveis. Clareza refere-se à falta de dúvida sobre o que deve ser atingido. “Tornar-me diretor de operações na organização que ocupo hoje” é uma meta clara. Definição refere-se ao detalhamento – que deve ter condições bem definidas. Assim, “tornar-me diretor de operações na organização que ocupo sem prejuízo ao meu compromisso ético comigo mesmo” é uma meta que inclui uma condição – tornando-a mais detalhada. Mensurável é a qualidade do que pode ser medido. “tornar-me diretor de operações nos próximos 5 anos na organização que ocupo sem prejuízo ao meu compromisso ético comigo mesmo”. Se consigo no prazo que estabeleço, medi meu desempenho.

Faça o seu mapa. Para seus estudos, para seu trabalho, para sua vida familiar. Com ele, fica muito mais fácil retomar o rumo depois de se perder.

Você sabe fazer perguntas?

Somos obcecados por respostas. Queremos respostas o tempo todo, sem pestanejar. Queremos que elas venham rápido e sem distrações. Mas… fazemos as perguntas certas?

Douglas Adams, no livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias” (provavelmente a melhor sátira sci-fi sobre a humanidade já escrita) traz um exemplo bastante interessantes sobre isso. Após uma série de acontecimentos, os ratos produzem um computador sobre potente para dizer qual é a resposta “para a vida, o Universo e tudo mais”. O computador pede alguns milhões de anos para calcular a resposta.

Esses milhões de anos, claro, comportam várias gerações. Quando chega a hora de o computador revelar a resposta, pessoas de todos os planetas de todas as galáxias se reúnem para ouvir a “resposta fundamental para a vida, o Universo e tudo mais”. O computador perguntam se estão prontos. Os presentes gritam insanos, dizendo que sim, ávidos pela resposta. O computador diz “mas vocês não vão gostar”. As pessoas ignoram. Por fim, o computador diz: ” A resposta para a vida, o Universo e tudo mais é…

(um silêncio quase audível se forma)

42.

Apesar de Adams ser um mestre na narrativa satírica, a mensagem que ele queria passar (e de fato passou algumas páginas depois) é que o problema geralmente não vem das respostas, mas das perguntas que fazemos.

Regra geral, ao nos depararmos com um caso de grandes dimensões, começamos a levantar hipóteses e possibilidades. Mas como podemos fazer isso quando não sabemos do que se trata a questão?

Fazer (boas) perguntas é um dos hábitos mais importantes que podemos – e devemos – adquirir.

Uma pergunta pode ser considerada boa quando ajuda a entender, clarear ou expandir o campo de resolução de uma incógnita.

Exemplo simples: meu carro pára (nunca abandonarei meu acento) na rua. Posso começar a chutar o carro e dizer que o problema era gasolina ou falta de manutenção. Entretanto, nada disso ajuda. Se o carro é consertado e volta a apresentar o mesmo problema, é importante começar a perceber padrões e tirar conclusões baseado nisso. Mas os padrões emergem com… adivinhe… perguntas.

Quando meu carro pára? De onde vim? O motor estava frio ou quente? Tinha gasolina? Quais problemas já aconteceram antes?

Embora pareça trivial, muitas pessoas não conseguem assumir essa postura.

No ambiente de trabalho, as perguntas são igualmente importantes. Se recebo uma atribuição de meu chefe, de construir uma determinada solução para os negócios, não basta assumir o trabalho e começar a produzir. É preciso fazer perguntas. Quem vai operar a solução? Quais dados são importantes? Como vão ser coletados? Como vão ser recuperados? Qual a funcionalidade esperada? O que os clientes realmente desejam? O que ele pode querer que nem sabe ainda? O que vai ser pedido depois? Qual o desdobramento lógico desse pedido em termos de atividades futuras? O que pode ser antecipado?

Perguntar é um processo inicialmente trabalhoso, mas extremamente recompensador. Faça disso um hábito – os resultados serão rápidos e impressionantes.

P.S.: Após dizer a resposta fundamental, o computador diz que, para saberem a pergunta fundamental, deverão construir outro computador, que levará outros milhões de anos calculando-a. No final do livro, quando os seres estão quase para descobrir qual a pergunta fundamental… bem… leia o livro e descubra. Não quero ser um spoiler.

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