Blog do Fernando Mesquita

Insights, pensamentos e reflexões

Mês: maio, 2013

Ferramentas dos Concursandos

Cada problema tem uma solução própria, assim como cada ferramenta tem sua utilidade. Em nossa jornada como candidatos (e, posteriormente, como servidores públicos), precisamos de uma série de itens para lidar com a complexidade dos cenários.

Algumas dessas ferramentas são mais úteis do que outras, é claro – as que estão abaixo listadas são essenciais para qualquer concursando sério. Seguem elas destacadas por sua utilidade:

Site da presidência

Site: http://www2.planalto.gov.br/presidencia/legislacao

O site da presidência da república, certamente, é um dos mais importantes na vida dos concursandos. Ele contém todas as leis, decretos e demais instrumentos normativos do poder público em um consulta simples e rápida.

Não é raro presenciar alunos em cursinhos que, ao serem direcionados para uma determinada lei pelo professor, procuram atordoados em seus Vade Mecums para descobrir que – pasme – nem todas as leis estão ali. E alguns perguntam: “Mas professor, onde encontro essa lei?”. Agora, você sabe.

Como servidores públicos, devemos atuar de acordo com a lei e com sua autorização explícita. Assim, vale também para os profissionais públicos que precisarem consultar os diplomas legais – direto da fonte oficial.

Sites de concursos e redes sociais

Site: diversos

Uma das melhores formas de finalizar, reforçar e renovar os estudos é por meio de questões de concursos anteriores. Mas até então era difícil encontrar um local onde essas questões estivessem reunidas de forma fácil e direta. Hoje, há diversos recursos na web que se destinam a auxiliar os candidatos, entre questões (questões de concursos, mapa da prova, etc), informações (correioWeb) e até mesmo redes sociais para concursandos. Um bom exemplo da última é a SocialCon, que tem surgido como uma grande promessa de auxílio para os candidatos, contemplando boa parte dos recursos anteriormente analisados. 

Diário Oficial

Site: http://portal.in.gov.br/

De acordo com o princípio da publicidade, constitucionalmente previsto, os atos do poder público têm de ser publicados em meio oficial como condição de eficácia. Pra isso serve o diário oficial. Para nós, especialmente para conferir as últimas notícias dos concursos e acompanhar nomeações. O site dispõe de uma seção própria para isso, tal a popularidade do tema. Acompanhe.

Google Drive e SkyDrive

Sites: https://drive.google.com/ e https://skydrive.live.com/

Tanto a Google quanto a Microsoft dispõem de serviços de armazenagem em nuvem e aplicativos web. Armazenagem em nuvem é a possibilidade de alocar arquivos em um espaço virtual, acessável de qualquer computador ou dispositivo – desde que exista internet disponível. Os aplicativos web, por sua vez, são programas que também podem ser acessados diretamente do navegador, sem necessidade de instalar qualquer programa no seu computador.

O Google Drive dispõe do Google Docs (que tem editor de textos, de planilhas e de apresentações, bem como outros aplicativos interessantes). O Skydrive, por sua vez, tem os famosos Word, Excel e Powerpoint (e outros) de graça, com recursos mais limitados do que a versão paga.

Utilidade? Várias. Fazer tabelas de notas, compartimentos de compromissos, guardar provas e gabaritos digitais, boletos e etc – e poder acessá-los de qualquer local. A título de curiosidade, essa mensagem foi toda escrita com o apoio do Google Docs.

Google Agenda

Site: www.google.com/calendar?hl=pt_BR

Concursando sério tem de ser organizado. E quem é organizado precisa de um calendário. E quem precisa de um calendário pode (e muitas vezes deve) usar o Google Agenda.

Ele é um aplicativo muito interessante, gratuito, baseado na web (não precisa instalar nada no computador e pode acessar de qualquer lugar) e te ajuda na organização. Concursando sério precisa ser organizado.

Dentre tantos recursos, ele permite a criação de vários calendários (um pessoal e um profissional, por exemplo), eventos recorrentes, lembretes por pop-up ou por e-mail.

Imagine que um concursando tem um milhão de coisas para lembrar: dias de provas, de resultados, de gabaritos, dias de pagar as inscrições, dia de tomar posse; dias de aulas, dias de participar das atividades do coach, dia de relaxar. E, a partir daí, você já chega no serviço público com uma grande vantagem sobre que não tem essa organização. Essa característica é muitíssimo valorizada no serviço público – simplesmente porque é tão rara.

Estabeleça como hábito anotar seus compromissos. Você não vai se arrepender.

Asana

Site: www.asana.com

Ainda no campo da organização, segue a dica de um dos sites mais interessantes em termos de produtividade que encontrei nos últimos meses. Ele é um “simples” gerenciador de tarefas. Mas qual a diferença do Google Docs?

Agenda = compromissos = horas dedicadas a determinadas tarefas

Tarefas = afazeres = coisas que você tem de fazer – não necessariamente com hora marcada

Isso significa que a agenda serve para falar de suas atividades – uma consulta no médico, um evento, o casamento de um amigo, o aniversário de uma sobrinha, etc.

As tarefas, por sua vez, são coisas que você faz ao longo do dia. Você pode, em um dia, não ter nenhum compromisso, mas ter um milhão de afazeres. Responder e-mails é um afazer, assim como retornar ligações, elaborar um compartimento de compromissos, baixar a prova do concurso anterior, resolver as questões de Direito Constitucional, ligar para a mãe, fazer compras, etc.

É tão importante anotar as tarefas quanto anotar os afazeres. E o Asana (um aplicativo web de um dos criadores do Facebook) é excelente para isso.

Embora seja em inglês, sua utilização é muito fácil. Vale a pena dar uma conferida.

Mas Fernando, não sei como anotar essas tarefas. Ok, já pensei em você. Para mais dicas sobre como estabelecer tarefas de um jeito inteligente e eficiente e que vai fazer toda a diferença na vida e nos estudo, acesse o endereço: http://wp.me/p3goUh-3o. Você vai QUERER anotar suas tarefas depois disso =D.

Fóruns e Rankings

Fóruns e rankings são excelentes ferramentas a serem utilizadas – principalmente para quem tem sangue frio para boatos.

Os fóruns são ferramentas sociais. Pessoas com interesses em comum se encontram e discutem assuntos nos chamados Tópicos. Rankings, por sua vez, são listagens de candidatos que corrigem suas provas (antes do resultado com a classificação, normalmente baseados nos gabaritos preliminares) para ter uma ideia de como foi seu desempenho.

Como dito, são boas ferramentas, mas cuidado com os “terroristas” e os desinformados. Os terroristas são aqueles que entram com o único intuito de destruir a sua vida e todas as suas esperanças. Dizem que seu cargo foi extinto, que o seu concurso não vai sair, que ouviu de uma “fonte segura” que 9 matérias nunca antes cobradas serão cobradas na próxima prova. Se você não lida bem com esse tipo de provocação emocional, é melhor nem entrar. Mas se consegue passar por cima disso, fique à vontade e interaja com seus pares. Também tem muita gente de bom coração querendo ajudar quem ainda não se encontrou.

São fóruns conhecidos o FórumCW (do CorreioWeb), o Fórum Concurseiros e o FórumPCI, dentre outros. Alguns deles têm perdido pessoas em virtude do uso de Facebook e de outras ferramentas sociais, mas continuam com uma audiência razoável. A título de curiosidade, entrei em contato com o pessoal do FórumCW e fui informado que a página deles é acessada cerca de 15 milhões de vezes por mês. Impressionante, não?

Lembre-se que espaços tão abertos devem ser tratados com cautela, assim como a Wikipedia tem seu valor relativizado – embora seja um ponto de partida interessante, muitas das vezes.

E você? Quais ferramentas você usa na sua preparação?

Sucesso e bons estudos,

Fernando Mesquita

Fernando Mesquita é escritor, palestrante e servidor público federal. Está escrevendo um livro sobre concursos públicos baseado, finalmente, em pesquisas realizadas com candidatos e com especialistas. Para participar ou para conhecer o projeto, acesse o site www.concursandosolivro.com.br.

A autocrítica e o diagrama da aprovação

Os concursos públicos podem parecer uma atividade complexa – e, de fato, no início o são. São tantas as atividades, as habilidades e os conhecimentos necessários para enfrentar a tarefa que qualquer pessoa pode se sentir sobrecarregada em muito pouco tempo.

Mas como em qualquer atividade complexa, sempre há algumas habilidades-chave que nos ajudam a alcançar o que queremos. No caso dos concursos, essa habilidade é a autocrítica.

Embora a Wikipedia não seja, obviamente, uma fonte confiável de dados, ela nos dá uma ajuda com uma definição: “[autocrítica é] o processo de análise crítica de um indivíduo (ou, coletivamente, de uma sociedade ou instituição) sobre seus próprios atos, considerando principalmente os erros que eventualmente tenha cometido e suas perspectivas de correção e aprimoramento.”

Ora, o que um concursando mais precisa?

Rumo e correção, rumo e correção, rumo e correção.

O autor Stephen Covey (que escreveu o livro “Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes”), descreve a vida como a situação de um piloto de aviões  – “o trabalho do piloto não é ir do ponto A ao ponto B, mas evitar que do ponto A ao ponto B o avião se perca. O trabalho, então, é corrigir a rota a cada instante”.

Assim como um piloto, quando estamos no controle dos nossos estudos, precisamos corrigir a rota a todo instante. Isso significa adotar uma postura profissional e organizada em relação àquilo que fazemos – o que nos é ajudado pela autocrítica.

Se pudéssemos desenhar os estudos e a aprovação como um processo, ele seria mais ou menos como na figura a seguir:


Diagrama_da_aprovação

A autocrítica pode ser entendida como os losangos na imagem. Pense nisso: sempre que você puder pensar “Estou fazendo certo?” ou “isso está funcionando?” é sua autocrítica que está atuando.

Por fim, como a desenvolvemos?

A autocrítica é desenvolvida por meio das perguntas. Essas perguntas te permitem olhar para dentro e entender o que está errado e como trabalhar aquilo que pode ser trabalhado.

Se você puder seguir o diagrama, você conseguirá sua aprovação. Se você conseguir desenvolver seus próprios losangos, a aprovação estará logo ali. E você verá isso acontecer numa velocidade que nunca imaginou.

Então, desenvolva a autocrítica. Ela é uma das chaves para o sucesso.

Fernando Mesquita

Fernando Mesquita é escritor, palestrante, fotógrafo, servidor público e concursando. Aprovado em mais de 10 concursos públicos de diversas áreas, há 4 anos atuando como servidor público federal do Poder Executivo, decidiu desvendar os segredos que cercam os concursos públicos no Brasil. Está preparando o livro Concursandos – O livro – a maior pesquisa sobre concursos públicos já realizada no Brasil, com previsão de lançamento para 2014.

 

Os primórdios dos estudos para concursos – onde começo?

Muitas vezes, ficamos tão envolvidos com nossas atividades que nos esquecemos que algumas pessoas estão começando. E, claro, é provado que é muito difícil criar empatia com essas pessoas no sentido de colocar-mo-nos em seu lugar e imaginar que não sabemos o que sabemos. Mas precisamos não saber por um tempo.

Com os Concursos Públicos não é diferente. Como começar a estudar? Quais materiais escolher? Uma das fases mais complicadas é exatamente o início, quando não se sabe por onde começar. São tantas as informações – muitas delas contraditórias – que fica difícil selecionar aquilo que é relevante.

Em linhas gerais, sugeriria àquele que está começando (o passo-a-passo do sucesso):

  1. Defina o que você quer do serviço público. As duas maiores razões para entrar no serviço público são Estabilidade (disparada em primeiro lugar) e remuneração (em segundo lugar). Esteja certo de suas razões. O caminho para a aprovação, embora simples, é extremamente trabalhoso e talvez essas razões apenas não sejam suficientes para sustentar sua motivação no médio prazo. Somente aquelas pessoas dispostas a fazer o que é preciso com inteligência e com competência têm alguma chance. Segundo dados da Associação Nacional de Proteção e Amparo aos Concursos (Anpac), há cerca de 12 milhões de inscrições em concursos todos os anos. Mas posso garantir que desses, pelo menos 9 a 10 milhões não se prepararam adequadamente ou não têm a menor chance de aprovação. Se você souber o que quer, fica mais fácil se ancorar quando os tempos difíceis vierem – e eles virão.
  2. Defina uma área de atuação. Isso pode ser complexo para quem não conhece as áreas disponíveis. Em geral, a pessoa tem pelo menos uma vaga ideia do que gostaria de fazer. As áreas são diversas. Temos as jurídicas (que exigem graduação em direito e, às vezes, algum tempo de prática jurídica/forense), como juízes, promotores, oficiais de justiça, delegados, analistas judiciários (área judiciária) de tribunais, etc.; as administrativas – que são aquelas que normalmente não exigem formação específica e atuam em áreas administrativas dos órgãos – analistas, técnicos, auxiliares e assistentes administrativos. São a escolha da maioria dos candidatos, formados ou não em administração; temos as fiscais, que são aquelas responsáveis pela coleta de tributos ao Estado – auditores e analistas fiscais e tributários e áreas correlatas (normalmente não exigem formação específica).; policiais – aquelas voltadas às forças de segurança – polícias civis, federal, rodoviária federal, etc.; dentre tantas outras (educação, saúde, inteligência, etc.). Esse passo é de fundamental importância, porque permite que você tenha uma vantagem sobre os outros candidatos – enquanto a maioria fica pulando de edital em edital, você lentamente se prepara para ter sucesso em uma área específica, e se aproxima cada dia mais de sua meta.
  3. Verifique o edital do concurso anterior da área escolhida. Áreas afins têm editais semelhantes, com disciplinas parecidas e conteúdos próximos – daí a importância de escolher (bem) uma área logo cedo. O edital traz todas as informações sobre o concurso, é sua “lei”. Além disso, fala de quantidade de vagas, local da lotação (onde você vai trabalhar), remuneração, horas trabalhadas, etc. A leitura de edital é importantíssima para o sucesso do candidato. Eles podem ser encontrados no site do Diário Oficial da União, no Diário Oficial dos Estados, em sites especializados e nos sites das próprias bancas (CespeCesgranrioESAFFGVUniversa, etc.)
  4. Consiga materiais de qualidade. Apostilas e cursos desconhecidos normalmente não são uma boa opção para o candidato sério. No início, pode ser que você sinta vontade ou necessidade de fazer um curso preparatório, o que pode ou não ser adequado ao seu perfil. De qualquer forma, procure aquilo que há de bom no mercado – bons livros, bons cursos. Procure na internet o que as pessoas dizem. Entre nos fóruns e converse com alguns dos participantes. Em relação a livros, sempre há as autoridades no assunto, ou aqueles autores reconhecidos como os melhores ou cobrados pelas bancas – Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino nos Direitos Constitucional e Administrativo, Chiavenato na Administração, Giacomoni no Orçamento Público, entre tantos outros. São livros importantes que, a depender da densidade do concurso pretendido, devem ser conhecidos (e extensivamente lidos). Converse com candidatos em fóruns e procure alguns dos materiais sugeridos por eles (mas antes, dê uma lida em uma livraria para ver se gosta do que vê). Comece seu repertório pelas matérias básicas (Constitucional, Administrativo, Conhecimentos gerais, informática, raciocínio lógico, português, inglês).
  5. Estude direito. É claro que essa instrução é extremamente genérica, mas não haveria espaço aqui para aprofundá-la. Em termos gerais, a ideia é: alterne as matérias (estude um pouco de cada um por dia, não a mesma matéria dias a fio), faça exercícios das matérias estudadas, faça simulados (provas com tempo contado), pratique redação, adapte seus estudos e faça provas de verdade para praticar. O pessoal que participa da pesquisa no Concursandos – O livro recebe periodicamente newsletters com essas técnicas e outras – técnicas de organização do tempo, leitura eficiente, mapas mentais, estudos avançados, etc.
  6. Acompanhe seu concurso. Alguns sites destinam-se a fornecer notícias sobre os concursos autorizados e os editais lançados. São como pequenas redes de notícias sobre o ramo. Um dos mais conhecidos é o Concursos Correio Web, e mais recentemente a SocialCon – que tem surgido como uma grande promessa de (r)evolução nos concursos públicos – acesse periodicamente para conferir o que está acontecendo no mundo. Eles também têm uma página no Facebook, bastante completa e atuante. Além disso, confira o Diário Oficial da União, que contempla as notícias oficiais fresquinhas e direto da fonte.
  7. Adapte-se e aprimore-se. Os pontos acima são a essência da preparação para qualquer concurso. A partir disso, é importante adaptar as práticas, trocar o que não dá certo e fazer cada vez mais o que dá certo. Essa etapa exige uma quantidade de autocrítica e de responsabilidade que não é comum entre os candidatos – e acaba constituindo diferencial no momento certo.

Isso é tudo? Claro que não. É o começo. Poderia escrever um livro inteiro falando só sobre a preparação para os concursos (opa, talvez eu esteja. Visite o site e participe da pesquisa se ainda não participou). Mas esse começo é a essência da coisa. E quem quer, acaba se aprofundando e começa a procurar formas de melhorar seu desempenho e seu conhecimento.

Sucesso e bons estudos.

Fernando Mesquita
www.fernandomesquita.com

Fernando Mesquita é escritor, palestrante, fotógrafo, servidor público e concursando. Aprovado em mais de 10 concursos públicos de diversas áreas, há 4 anos atuando como servidor público federal do Poder Executivo, decidiu desvendar os segredos que cercam os concursos públicos no Brasil. Está preparando o livro Concursandos – O livro – a maior pesquisa sobre concursos públicos já realizada no Brasil, com previsão de lançamento para 2014.

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