Blog do Fernando Mesquita

Insights, pensamentos e reflexões

Mês: abril, 2013

O pote de azeitonas e a felicidade no casamento

Quando as pessoas pensam em felicidade nos relacionamentos, deveriam sempre pensar no pote de azeitonas.

Tenho um casamento feliz – e não digo isso para afirmar ou para causar inveja, porque quem é feliz não precisa disso. Digo para tentar refletir sobre a vida, o universo e tudo mais. E, principalmente, sobre as razões por que algumas pessoas são felizes e outras são absolutamente miseráveis em seus relacionamentos.

A felicidade nos relacionamentos já foi amplamente discutida, mas no fim tudo chega ao mesmo ponto. Um objetivo. Qual o seu objetivo?

Os casais são felizes quando seus objetivos são comuns, quando ambos fazem de tudo para ir para o mesmo lado, procurando a mesma coisa. E quando acham, ficam felizes de reparti-la, porque a felicidade é mais completa quando é repartida.

Se meu objetivo é ser feliz e o do meu cônjuge também, nós vamos ser felizes (ou vamos morrer tentando). Mas se meu objetivo é provar que o outro está errado, ou irritá-lo ou provocá-lo, ou enganá-lo ou dissuadi-lo ou me mostrar superior, alguém sempre vai sair perdendo. E quando um perde, os dois perdem.

Quando o objetivo é coletivamente bom (quando atende aos interesses das partes), é fácil superar as desavenças e os desentendimentos – que são parte da convivência, não se engane. Mas um objetivo compartilhado é como um pote de azeitonas. Eu não gosto, mas Gabi gosta. Eu não como e ela come. Mas se eu gostasse, tenho certeza que ela não teria problema em dividi-las comigo. Porque nosso objetivo, afinal, é ser feliz – e não comer as azeitonas. Certo?

Boa semana.

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Sobre não fazer o que não devemos fazer

Ao longo da vida, somos incentivados ou quase coagidos a fazer coisas que não devemos ou que não queremos.

Até um certo ponto, isso não e necessariamente ruim, porque ajuda a ampliar os horizontes e aprender habilidades que não aprenderíamos de outra forma. O problema é quando essa atitude passa a ser… Bom… Um problema.

No ambiente profissional, isso é particularmente danoso. Tenho percebido que não há nada pior do que um funcionário “resourceful” ou habilidoso, porque ele se torna uma bengala para seus colegas e superiores.  Cientes de sua habilidade e de sua boa vontade, acabam por exceder suas habilidades, prejudicando o resultado.

Tive uma dessas epifanias alguns dias atras, quando decidi que era necessária uma nova logo para o serviço de coaching que estava para lançar – o Cognos Coaching.

Tenho me virado em termos de design gráfico nos últimos anos, principalmente por meio de interesse próprio e desenvolvimento de alternativas que me atendessem parcialmente – a despeito das limitações intelectuais e financeiras. Mas chega uma hora em que não dá mais – e reconhecer as limitações intransponíveis é mais do que uma habilidade – é uma necessidade.

Quando precisamos de uma ferramenta ou de um auxílio, ele acaba aparecendo – quase que espontaneamente, quando estamos prontos. Encontrei o Elance.com, com seu apanhado de profissionais liberais prontos para fazer grandes trabalhos a preços baixos. Contratei um paquistanês para fazer a logo e ficou um trabalho bem bacana (viva a globalização). Veja a logo no site.

A moral disso tudo eh que, em muitos casos, há soluções simples e práticas – e muitas vezes baratas – que estão bem debaixo dos nossos narizes, mas que nos recusamos a perceber. Precisamos, então começar a expandir os horizontes e deixar de fazer aquilo que não somos bons ou que não somos bons o suficiente. É a lógica de não fazer o que não devemos fazer. E, pela oposto da afirmação, fazer aquilo que devemos fazer. Meu trabalho não era a logo, era o coaching. Talvez eu estivesse até hoje por conta de elabora-lá, sem colocar o site no ar. Mas resolvi o problema em 3 dias e cá estamos. Fazendo o que precisamos fazer. Menos quando estamos fazendo o que não precisamos fazer. Que nos impede de fazer o que, de fato, precisamos fazer.

A fábula das metas

Se você está viajando e se perde no caminho, qual sua primeira atitude? Normalmente, principalmente se você está em um lugar inóspito, seria pegar um mapa.

Infelizmente, não tratamos nossa vida como tratamos os assuntos cotidianos. Você tem um mapa para sua vida? Um guia para aqueles momentos em que você não sabe para onde ir nem o que fazer?

Metas são pequenos mapas de sua vida. As metas te ajudam a definir qual caminho tomar e quando fazê-lo – em termos de conveniência ou de necessidade.

Metas são boas quando te ajudam e são ruins quando te atrapalham. Parece óbvio? E é. O problema é que nem sempre fazer é tão fácil quanto falar. Passamos o tempo inteiro procurando objetivos vagos e simplórios – que pouco nos ajudam em nossa caminhada.

Assim, uma meta que estabeleça “Crescer na vida” é podre. Literalmente. Ela fede e é feia. Porque não te ajuda. Mas não raro as pessoas estabelecem para si esse tipo de meta. “Quero ser promovido” ou “quero me formar em uma boa universidade” ou “quero ganhar melhor” ou “quero passar em um concurso público” todas fazem parte da mesma categoria. São vagas, dispersas e não te ajudam.

Boas metas compartilham de 3 características principais: são claras, são bem definidas e são mensuráveis. Clareza refere-se à falta de dúvida sobre o que deve ser atingido. “Tornar-me diretor de operações na organização que ocupo hoje” é uma meta clara. Definição refere-se ao detalhamento – que deve ter condições bem definidas. Assim, “tornar-me diretor de operações na organização que ocupo sem prejuízo ao meu compromisso ético comigo mesmo” é uma meta que inclui uma condição – tornando-a mais detalhada. Mensurável é a qualidade do que pode ser medido. “tornar-me diretor de operações nos próximos 5 anos na organização que ocupo sem prejuízo ao meu compromisso ético comigo mesmo”. Se consigo no prazo que estabeleço, medi meu desempenho.

Faça o seu mapa. Para seus estudos, para seu trabalho, para sua vida familiar. Com ele, fica muito mais fácil retomar o rumo depois de se perder.

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